Publicada em 05/11/2014 às 10:42

Interditada há 3 meses, obra segue sem data para conclusão

Após quase três meses interditado para passar por obras de reforço da estrutura, o Viaduto da Sefaz, na Avenida do CPA, em Cuiabá, segue bloqueado para uso e sem dar indicação de que poderá ser liberado novamente até o início do ano.

Após quase três meses interditado para passar por obras de reforço da estrutura, o Viaduto da Sefaz, na Avenida do CPA, em Cuiabá, segue bloqueado para uso e sem dar indicação de que poderá ser liberado novamente até o início do ano, como prometido pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, responsável pela obra.

O elevado, que foi a primeira obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) a ser liberada para o tráfego há nove meses, precisa receber acréscimo de camadas de concreto e aço, a fim de garantir a durabilidade e a segurança.

Conforme relatório técnico apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que destaca a necessidade de reforço na estrutura, houve erros no projeto e, consequentemente, na execução da obra.

Quando da interdição total do viaduto, no dia 6 de agosto, o consórcio prometeu finalizar o serviço de reparo até o final deste ano, mas, até o momento, quem passa pelo local não vê atividade alguma, apenas um novo canteiro de obras montado.

Obra em forma de “ferradura” na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, o elevado foi batizado de "Viaduto Jamil Nadaf", e faz parte do pacote de implantação do modal de transporte coletivo, orçado em R$ 1,477 bilhão.
 

 

Viaduto foi interditado no dia 6 de agosto: até agora, nenhuma movimentação é vista no local


A reforma

Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o Consórcio VLT ainda estava em fase de análise de projeto de reestruturação e dos documentos com resultados de ensaios e estudos que definem o que deverá ser feito no local.

As empreiteiras responsáveis pela obra afirmaram, em entrevista recente ao MidiaNews, que o reparo do elevado deve durar 120 dias.

Até então, a solução mais próxima a ser implantada envolve o reforço nos blocos que sustentam os pilares do elevado, adicionando concreto e aço à estrutura.

Vistoria

A obra também deve passar pela vistoria de uma empresa terceirizada contratada pelo Estado – por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) –, a L.S.E. Laboratórios de Sistemas Estruturais, que deverá atestar, entre outras coisas, a segurança da obra e o que deverá ser feito para manutenção da obra.

No entanto, apesar de ser tratada como obra prioritária a ser avaliada – no conjunto de 13 obras a serem vistoriadas a pedido do Estado –, a obra ainda não teria sido visitada pelos técnicos da L.S.E.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com o Consórcio VLT, solicitando esclarecimentos sobre o que está sendo feito no local, mas, após uma semana de tentativas, nenhuma resposta foi encaminhada à redação.

Autor: midianews.com.br
Fonte: midianews.com.br

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